Semana da Intervenção Neuropsicológia

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Rhythmic Movement Training

De forma a complementar os programas de reabilitação e destacando a importância do desenvolvimento dos movimentos reflexos, a equipa do Centro De Desenvolvimento Infantil Estimulopraxis  esteve em formação no  Programa de Integração de Reflexos – Rhythmic Movement Training [RMT].

Rhythmic Movement Training, em que consiste?

A principal missão do Programa de Integração de Reflexos consiste no apoio das capacidades individuais de forma a que o indivíduo consiga atingir o seu potencial mais elevado, através de movimentos rítmicos.

O RMT consiste assim num programa que usa movimentos rítmicos, de forma a que exista a integração de reflexos e assim os processos de aprendizagem e comunicação, e ainda os desafios emocionais e comportamentais possam ser desenvolvidos e superados.

Este programa foi criado em Estocolmo, na década de 70, por Kerstin Linde, que utilizou os movimentos rítmicos em pacientes com perturbações do movimento e de desenvolvimento.

Ao longo dos anos foram muitos os investigadores que contribuíram e perceberam que o RMT proporcionava enormes benefícios para os problemas de coordenação e estabilidade, como Moira Dempsey e Herald Blomberg, que compreenderam que a integração dos movimentos reflexos é fundamental para o desenvolvimento de inúmeras aprendizagens, como a leitura, a postura, o comportamento e as emoções.

Quem pode frequentar o programa?

Este programa não é destinado apenas a crianças, podendo ser utilizado também em adultos.

Assim sendo, o RMT irá trabalhar a integração dos reflexos primitivos, que, quando subdesenvolvidos, estão envolvidos em dificuldades de aprendizagem, perturbação de hiperatividade e défice de atenção, dislexia, dispraxia, dificuldades de coordenação, perturbação do espectro de autismo, paralisia cerebral e síndrome de asperger. Além destas perturbações, este programa tem também mostrado resultados positivos quando aplicado a indivíduos com ansiedade, desequilíbrios emocionais, problemas comportamentais, esquizofrenia, Parkinson, psicoses e stress pós-traumático.

Os movimentos rítmicos são essenciais para o estabelecimento das bases para o crescimento, tendo também um papel importante no desenvolvimento do controlo da cabeça, tónus muscular e postura.

É importante referir que antes do início da intervenção, é necessário um processo de avaliação, de forma a analisar a estrutura dos reflexos. A interpretação dos resultados desse processo de avaliação irá permitir relacionar as limitações apresentadas com determinados padrões retidos. Assim, irá permitir a seleção de exercícios personalizados de forma a estimular áreas cerebrais específicas.

Dra.Sandra Antunes

Dra.Milene Silva

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A importância dos “papéis” na infância

Os papéis, na terapia ocupacional, são definidos como um conjunto de comportamentos esperados pela sociedade, moldados pela cultura, podendo ser conceptualizados e definidos pela pessoa.

Os papéis da criança são dinâmicos, de tal modo que são adquiridos e substituídos ao longo da vida. Estes papéis mudam ao longo do dia e de toda a vida, sendo regulados pela idade, as competências, as experiências, as circunstâncias e o tempo. A aquisição de um papel é um processo contínuo em que as competências já adquiridas se vão transformando de modo a que a criança assuma novos papéis mais exigentes e assim se vá desenvolvendo e tornando mais autónoma e independente. Assim, é muito importante que a criança tenha contacto e oportunidade de se envolver em diferentes atividades nos contextos em que se move (em casa nos contextos familiares e na escola).

As rotinas diárias são momentos por excelência de extrema importância para proporcionar à criança a oportunidade de assumir diferentes papéis e os desenvolver. A participação nos diferentes momentos das rotinas familiares como os momentos de arrumação e limpeza, a confeção de refeições, os passeios e programas de lazer, para além de todos os momentos de auto cuidados como a higiene, o vestir/despir e a alimentação deverão ser uma constante nos dias da criança.

A participação nestas atividades poderá e deverá ser estimulada como um momento de convívio entre os elementos da família, de forma lúdica e despreocupada para que a criança aumente o interesse em envolver-se nas mesmas, aprenda coisas novas e desenvolva novos interesses.

Este tipo de autonomia no contexto familiar levará a que a criança se sinta competente para assumir outro tipo de papéis na sua vida como por exemplo na escola e nas relações interpessoais.

Mariana Ventura

Terapeuta Ocupacional – ESTIMULOPRAXIS

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