Alimentação e perturbação da hiperatividade e défice de atenção

A forma como as nossas crianças se alimentam tem influência não só no seu crescimento e desenvolvimento, mas também na forma com o seu cérebro funciona. Um cérebro desnutrido, desprovido de nutrientes fundamentais ou sob o efeito de químicos presentes sob a forma de aditivos alimentares não vai ser capaz de desempenhar adequadamente as suas funções. Alterações do comportamento, alterações de humor ou mesmo capacidade de raciocínio, comunicação ou interação social podem assim ser o reflexo deste menor funcionamento cerebral.

No caso da perturbação de hiperatividade e défice de atenção, diferentes estudos têm revelado um importante efeito terapêutico da alimentação e de uma suplementação nutricional personalizada. Apesar de não ser algo normalmente mencionado na pratica clinica atual, que se baseia no uso farmacológico e em terapias comportamentais, diferentes profissionais e pais têm recorrido à terapêutica nutricional para optimizar os resultados, ou mesmo para reduzir a toma farmacológica.

Qual a relação?

Comecemos pela relação mais básica de todas: é a alimentação que fornece os nutrientes base para um adequado funcionamento cerebral. Quando há falta de nutrientes importantes, diferentes neurotransmissores podem não são produzidos em quantidade suficiente, ou podem não ser capazes de fazer passar a sua mensagem da forma mais correta. A consequência? Alterações na forma como nos comportamento, como sentimos, como aprendemos ou como dormimos.

Na perturbação de hiperatividade e défice de atenção estão ainda descritas associações mais especificas para determinados nutrientes, em especial as gorduras ómega 3, o zinco, o ferro ou mesmo o magnésio. As flutuações dos níveis de açúcar estão também implicadas no aumento da ansiedade, irritabilidade, hiperatividade ou impulsividade.  Alguns aditivos alimentares têm também sido implicados nesta patologia, com especial relevo para alguns corantes alimentares, intensificadores de sabor e conservantes.

Adequar os níveis de ómega 3, e em especial os equilíbrio entre as gorduras ómega 3 e as ómega 6, fornecer os níveis adequados de diferentes minerais e vitaminas, e eliminar os aditivos alimentares implicados, e manter os níveis de açúcar no sangue relativamente controlados são passos fundamentais para uma melhoria da sintomatologia da perturbação de hiperatividade e défice de atenção.(Dra. Daniela Seabra – Nutrição Funcional e Abordagem Biomédica do Autismo)


Alimentação e Comportamento: “A importância da alimentação na melhoria dos sintomas do Autismo e na optimização da função cerebral”. Sessão de Esclarecimento GRATUITA

Como já é do vosso conhecimento a partir do próximo dia 9 de Janeiro iniciaremos as consultas da nova valência da ESTÍMULOPRAXIS, Nutrição Funcional com a Dra. Daniela Seabra. Informamos também que no dia 12 de Fevereiro iremos realizar uma Sessão de Esclarecimento GRATUITA com a especialista, intitulada: Alimentação e Comportamento: “A importância da alimentação na melhoria dos sintomas do Autismo e na optimização da função cerebral”.
Esclareça as suas dúvidas e junte-se a nós! Inscrições através de 217104130 ou geral@estimulopraxis.com