Massagem para bebés

O toque é a primeira forma de comunicar com o bebé.
Os pais instintivamente tocam no bebé para o conhecer melhor. Este curso tem como objectivos gerais melhorar a Interacção pais-filhos, Estimular os diferentes sistemas fisiológicos e os diferentes sentidos sensoriais, Aliviar a dor/tensão e Relaxar.
O curso é destinado a pais com bebés até aos 12 meses, com a periodicidade de 1 vez por semana, tendo cada sessão a duração de uma hora.

Método Perfetti

-Um complemento à intervenção terapêutica da Estimulopraxis-

O que é?

O Método Perfetti é um método de reabilitação criado pelo neurologista Carlo Perfetti e seus colaboradores, em Itália nos anos 70, estando sempre em paralelo com a evolução ao nível das neurociências. Este método pode ser também designado – Exercício Terapêutico Cognitivo.

O método tem como base a Teoria Neurocognitiva, onde o Exercício Terapêutico Cognitivo, permite a recuperação ou estimulação do movimento através da ativação dos processos cognitivos, que lhe estão associados. Neste sentido, a hipótese de intervenção desta teoria, é que a qualidade da recuperação ou estimulação do movimento, tanto espontânea como orientada pelo terapeuta, depende diretamente do tipo de processos cognitivos (percepção, atenção, memória, linguagem, imagem motora, raciocínio, etc.) que são ativados e do seu modo de ativação.

Este método não considera o movimento como uma simples contração muscular, mas sim o resultado de uma ativação muito mais complexa que nasce no cérebro. Desta forma, o processo terapêutico, não é centrado apenas no músculo (reforço muscular), mas também tem em conta todos os processos a nível cerebral que são essenciais para a concretização desse movimento. A recuperação ou estimulação do movimento, depende em grande parte dos processos cognitivos responsáveis ​​por essa organização.

Método Perfetti em Neuropediatria

Ao Dr. Perfetti, juntaram-se profissionais especializados no desenvolvimento infantil, como a Dr. Puccini e a sua colaboradora Ise Breghi, que desenvolveram o Exercício Terapêutico Cognitivo  na área da Neuropediatria, em Pisa.

O processo terapêutico com crianças, parte da abordagem de que a criança é um ser intencional, ou seja a criança organiza a sua interação com os outros e com os objetos para adquirir conhecimento. Desta forma não é possível separar os aspectos cognitivos e motores no desenvolvimento infantil, pois o movimento é considerado como um meio pelo qual a criança adquire consciência do seu próprio corpo e do mundo que a rodeia.

A terapia com este método consiste em realizar exercícios onde o terapeuta sugere à criança, que interaja com um objeto ou com uma pessoa, por forma a reconhecer uma textura, uma forma, uma expressão, um movimento ou posição do corpo, entre outras informações. Para que este processo seja possível, a ativação dos processos cognitivos e a modificação do próprio corpo é essencial.

Ao longo do processo terapêutico está sempre presente o desenvolvimento cognitivo e sensório-motor, estimulando o seu desenvolvimento e prevenindo possíveis complicações.

O processo terapêutico recai sobretudo na estimulação do sistema funcional da visão, vestibular, manipulação e locomoção, onde  os exercícios adaptam-se às características de cada criança para alcançar uma aprendizagem gradual, no qual emergem todas as suas potencialidades.

Tendo por base uma avaliação inicial, onde a família tem um papel essencial, o objetivo é sempre facilitar a capacidade de a criança ter um melhor desempenho nos diferentes contextos, onde a capacidade de adaptação é um elemento-chave para a elaboração de comportamentos complexos. À criança são dadas continuamente estratégias que permitem a aquisição de novos conhecimentos durante a sessão e que podem ser transportados para os seus contextos.

Para Quem?

  • Perturbações do desenvolvimento: alterações no equilíbrio; alterações na coordenação motora; dificuldades na manipulação; dificuldades na marcha; etc.;
  • Alterações neurológicas: Paralisia Cerebral e alterações cerebrais adquiridas; espinha bífida e lesão da medula espinhal; doenças neuromusculares; etc.
  • Problemas traumatológicos e ortopédicos: torcicolo e plagiocefalia, alterações na coluna vertebral (cifose e escoliose), nos membros superiores ou inferiores (displasia da anca, joelhos em valgo ou varo, pé equino ou chato); malformações congénitas e amputações;
  • Síndromes genéticas.

Dra Daniela Pereira

Técnica Superior de Reabilitação Psicomotora